Antes das manifestações do ano passado, mesmo estando distante das capitais de RJ e SP e não podendo juntar-me. Embora apreensiva divulgava e incentivava, pois, estava até animada confiando na sabedoria dos grupos feministas em aproveitarem bem a oportunidade de atenção causada pela ousadia do título, portanto até divulguei com orgulho.

Claro que desaprovei a nudez, talvez por ser de uma época que em que tínhamos um senso de honra muito intenso para com a causa feminista, seja muito estranho aceitar tamanha exposição. É como se estivéssemos sendo contraditórias, pois, ao menos pelo que conheço das intenções feministas, não é objetivo que andemos nus.
A meu ver estar adequadamente vestid@s, é um dos pontos que nos diferem dos animais e povos selvagens.
Mas nada chocou-me tanto quanto ver as postagens desse ano em que meus colegas de FB fizeram questão de postarem, cheias de manifestações ridicularizando o ocorrido e o movimento feminista.

Claro que desaprovei a nudez, talvez por ser de uma época que em que tínhamos um senso de honra muito intenso para com a causa feminista, seja muito estranho aceitar tamanha exposição. É como se estivéssemos sendo contraditórias, pois, ao menos pelo que conheço das intenções feministas, não é objetivo que andemos nus.
A meu ver estar adequadamente vestid@s, é um dos pontos que nos diferem dos animais e povos selvagens.
Mas nada chocou-me tanto quanto ver as postagens desse ano em que meus colegas de FB fizeram questão de postarem, cheias de manifestações ridicularizando o ocorrido e o movimento feminista.
Fiquei sem chão, pirei ao ponto de humanamente manifestar meu repúdio com fúria à essas garotas.
Pra piorar a situação ainda teve excessos como o das que se manifestaram no pátio de uma igreja católica no RJ, http://oandarilho01.wordpress.com/ além dos erros ortográficos grosseiros.
Já estava sendo
muito difícil pra minha pessoa aceitar as manifestações das europeias que estavam sendo presas em manifestações com os seios de fora, que ao meu ver fora uma apelação exibicionista que sempre me fez sentir tristeza e vergonha.
E o apropriamento do título de Vadia por grupos feministas, pirou ainda mais.

Entendo a estratégia, mas acho desnecessário, sendo ciente da manipulação conservadora que existe na mídia, vejo como se estivessem a ridicularizar com todo nosso empenho de fazer valer o respeito para com o indivíduo mulher na sociedade.
E o apropriamento do título de Vadia por grupos feministas, pirou ainda mais.
Entendo a estratégia, mas acho desnecessário, sendo ciente da manipulação conservadora que existe na mídia, vejo como se estivessem a ridicularizar com todo nosso empenho de fazer valer o respeito para com o indivíduo mulher na sociedade.
Diferente do que algumas tentaram fazer parecer, quando me manifestei no passado contrária a ações como esta não é conservadorismo de minha parte.
Além de ofensivo, chega a ser ridículo usar tal argumento contra uma libertária, sendo eu ateísta e feminista que apoia causas tão polêmicas como a legalização da profissão de profissionais do sexo, a homossexualidade, a descriminalização do aborto, a descriminalização do uso de entorpecentes de forma de recreativa e etc. É tão infame como chamar um judeu de nazista.
Além de ofensivo, chega a ser ridículo usar tal argumento contra uma libertária, sendo eu ateísta e feminista que apoia causas tão polêmicas como a legalização da profissão de profissionais do sexo, a homossexualidade, a descriminalização do aborto, a descriminalização do uso de entorpecentes de forma de recreativa e etc. É tão infame como chamar um judeu de nazista.
Mas mesmo
rejeitando tal atitude, minha honra feminista nunca tinha me permitido apoiar críticas
públicas contra mulheres descuidadas com suas imagens, mesmo algumas até me causando
revolta como é caso das dançarinas de Funk.
No máximo que costumo fazer é um apelo á própria artista ou um desabafo com pessoas de confiança que
sabem da sinceridade de meus sentimentos.
Cheguei a
defendê-las várias vezes, usando argumentos que creio nem elas usem. Justificando
que na até Europa os valores são outros e a nudez não tem o mesmo peso que aqui,
e no caso das funkeiras que são vítimas do estado capitalista que pouco se importou
com a educação do povo.
Mas no fundo
também lamentava, e não acho necessário tais atitudes.
Como fiz com
as ucranianas, farei com as daqui, serei obrigada a apoiar, primeiro, porque, sou minoria (ou a menos que tenha coragem de se manifestar), mesmo porque, não
adianta dizer que sou diferente e não apoio. Pois, o simples fato de ser feminista
pagarei por qualquer excesso que outras possam cometer.
E pra piorar, além de enfrentarmos a rejeição e discriminação dos conservadores quem pensar como eu, também tem de enfrentar a fúria dos libertários que também nos julgam por não ser favorável a ideia. Então a maioria como é comum por hipocrisia, dúvida, paternalismo ou por covardia. Se calam para não ter que enfrentarem a situação .
E pra piorar, além de enfrentarmos a rejeição e discriminação dos conservadores quem pensar como eu, também tem de enfrentar a fúria dos libertários que também nos julgam por não ser favorável a ideia. Então a maioria como é comum por hipocrisia, dúvida, paternalismo ou por covardia. Se calam para não ter que enfrentarem a situação .
Mas isso não
funciona bem comigo, no máximo que me fazem é levar-me a horas de total
silêncio para reflexão.
Sempre vi a nudez com bons olhos, admiro como a obra de arte. Uso imagens abusadas em minhas postagens por apreciar o impacto que a insinuação e a nudez causa na sociedade puritana, mas sempre com muito cuidado para não atravessar a fronteira da mediocridade.
Até hoje com mais idade me visto agressivamente, mas sempre com um certo cuidado com excessos. Pois tenho noção que não sou só só uma anônima, além de representar causas, sou mãe, filha, companheira e cidadã.
Depois que precisei criar um filho sem que ele sofresse discriminação por minhas atitudes, percebi a necessidade de rever minhas ações. E fui obrigada a me adaptar como nunca a sociedade convencional, porque, preciso sobreviver bem a ela.
Sempre vi a nudez com bons olhos, admiro como a obra de arte. Uso imagens abusadas em minhas postagens por apreciar o impacto que a insinuação e a nudez causa na sociedade puritana, mas sempre com muito cuidado para não atravessar a fronteira da mediocridade. Até hoje com mais idade me visto agressivamente, mas sempre com um certo cuidado com excessos. Pois tenho noção que não sou só só uma anônima, além de representar causas, sou mãe, filha, companheira e cidadã.
Depois que precisei criar um filho sem que ele sofresse discriminação por minhas atitudes, percebi a necessidade de rever minhas ações. E fui obrigada a me adaptar como nunca a sociedade convencional, porque, preciso sobreviver bem a ela.
Desde
pequena nunca admiti que me discriminassem com ofensas como “vadia”. Mesmo
antes de ter acesso a feminismo, sempre senti em minha mente que tinha direito
a ser respeitada, e mesmo não sendo politizada, independente de seguir as
regras sociais, sempre soube que tinha o direito de escolha, mas graças a minha querida mãezinha sempre
estive consciente de meus limites.
Depois de muito errar e constranger minha família. Analisando meus erros e os dos outros em toda a história, uma das coisas que mais apreciei é ter aprendido a ter paciência e coerência.
Que nós de culturas minoritárias também devemos ter o bom senso de nos comportarmos dignamente meio à população. Seguindo regras básicas de convivência conseguimos ir e vir com mais tranquilidade.
Foi assim que consegui crescer e constituir família sempre impondo respeito, porque, sempre tive argumento de ser ética a meu favor.
Depois de muito errar e constranger minha família. Analisando meus erros e os dos outros em toda a história, uma das coisas que mais apreciei é ter aprendido a ter paciência e coerência.
Que nós de culturas minoritárias também devemos ter o bom senso de nos comportarmos dignamente meio à população. Seguindo regras básicas de convivência conseguimos ir e vir com mais tranquilidade.
Foi assim que consegui crescer e constituir família sempre impondo respeito, porque, sempre tive argumento de ser ética a meu favor.
Se faz necessário, aceitar que
tudo que nos empenhamos para mudar, será apenas uma parte das grandes mudanças, com certeza não fácil. Mas quando aceitei que minha existência não é mais importante
que a de todas que assim como eu também o fizeram no passado, me senti reconfortada.
Com certeza
a frustração é inevitável, mas não é justo comprometermos os outros, muito
menos uma causa por causa de nossos anseios.
Embora não mais aprecie manifestações radicais como a das garotas que tumultuaram numa igreja
e até mesmo a nudez. Compreendo e respeito à atitude das que se manifestaram diante da problemática, pois, sei que fora com boa intenção, um ato desesperado contra o descaso social com as vítimas de violência do machismo.
Mas como independente de não
concordar sofrerei as consequências, então tenho direito também de manifestar meu ponto de vista contrário.
Chamaram a
sociedade pro confronto, e sem sequer estarmos preparadas para o que virá a acontecer,
ou sequer tem noção do que estão fazendo.
Lamento
muito, pois com a entrada de uma feminista na presidência, estávamos como nunca
adquirindo respeito social. Na sutileza e surrealismo os ideais libertários estavam tomando espaço político que demorariam décadas no
poder conservador.
Vocês comprometeram
a causa e era exatamente o que os religiosos queriam, “argumentos para
desmerecer nossa luta”.
Nem sei como
expressar meu lamento, espero ao menos que alguém compreenda essas frases que
escrevi com toda minha honestidade.
Vejo com
pesar anos de planejamento e empenho se esfarelarem com poucas atitudes.
Parece coisa
tramada, só não me assusta mais, porque, também já fui jovem e radical e sei o
quanto são impacientes e muitas vezes incoerentes.
Os pavís foram incendiados.
E sem
pretensão, peço apenas calma e bom senso.






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